
A letra contemporânea já não é apenas portadora de informação. Hoje pode tornar-se imagem, atmosfera, gesto e parte da identidade visual de um livro, de um cartaz, de um site ou de um projeto pessoal. Já não lemos apenas as letras: também as vemos e sentimos.
A caligrafia contemporânea não rejeita a herança. Reinterpreta-a através de novos materiais, novas tarefas e novas formas de ver. Por isso, a letra aproxima-se tanto da arquitetura como da música: da arquitetura pela proporção, da música pelo ritmo, pela pausa e pelo acento.
A estética da letra contemporânea não é decoração pela decoração. É a arte de ver na escrita mais do que informação: atmosfera, estrutura, matéria e caráter.





